Maria Frô

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Encontro dos Blogueiros: show do Luis Nassif

julho 28th, 2010 by mariafro
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Segue o mais recente release do Encontro de Blogueiros que ocorrerá em 21 e 22 de agosto, em São Paulo. Já fez a sua inscrição? Não? Pois corra, as vagas estão acabando :)

Show do Luis Nassif abrirá encontro de blogueiros

por Conceição Lemes

É definitivo. O 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas será em São Paulo nos dias 21 (sábado) e 22 (domingo) de agosto no Sindicato dos Engenheiros, à rua Genebra, 25,  ao lado da Câmara Municipal da capital.

Na sexta à noite (20), Luis Nassif, seu bandolim e grupo fazem show de boas vindas no Sindicato dos Bancários**. Será regado a chorinho, samba, MPB e cerveja caseira (haverá outras) feita especialmente por Hans Bintje (querido leitor) para celebrar esse encontro histórico. Nassif aguarda sugestões para o repertório.

Já estão inscritos 152 blogueiros de 15 unidades da Federação: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

PASSAGEM AÉREA MAIS BARATA E HOSPEDAGEM SOLIDÁRIA

Um acordo fechado com a Gol barateará as passagens. Para saber quanto custará o bilhete, verifique a menor tarifa do seu trecho. Aplique 20% de desconto sobre o valor. É quanto custará.

O objetivo da comissão organizadora é garantir hospedagem gratuita ao maior número possível de participantes de outros estados e do interior de São Paulo.

Aliás, vários leitores já se ofereceram para hospedar em casa blogueiros de fora de São Paulo, capital. Obrigadíssima.  Precisamos de mais hospedagem solidária.

Quem puder, por favor, envie e-mail para contato@baraodeitarare.org.br ou telefone  para (011)3054-1829. Fale com Daniele Penha, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, uma das entidades apoiadoras do encontro. Apóiam-no institucionalmente também a Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e o Movimento dos Sem Mídia (MSM).

Daniele Penha informará também sobre inscrições e passagens aéreas.  As inscrições custam 100 reais. Estudantes  pagarão 20 reais.

JÁ SÃO 15 OS AMIGOS DA BLOGOSFERA

A campanha Amigos da Blogosfera, lançada há duas semanas, está a todo vapor. Ela ajudará a custear parte das despesas de blogueiros que virão de outros estados.

São 20 cotas de 3 mil reais.  Estas 15 estão confirmadas:

Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)

CUT (Central Única dos Trabalhadores) nacional

CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo***

Federação Nacional dos Urbanitários (FNU)

Federação dos Químicos de São Paulo

Agência T1

Café Azul***

Carta Capital

Conversa Afiada

Revista Fórum***

Seja Dita a Verdade

Viomundo

Importante: no início da próxima semana, divulgaremos a programação completa.

* Comissão Organizadora: Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Altamiro Borges, Conceição Lemes, Eduardo Guimarães, Conceição Oliveira, Rodrigo Vianna e Diego Casaes.

** O Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo fica na rua Genebra, 25. É onde ocorrerão os trabalhos dos dias 21 e 22 de agosto. O show do Luis Nassif será na Regional Paulista do Sindicato dos Bancários: rua Carlos Sampaio, 305.

*** Essas cotas vão ser pagas, respectivamente, com locação, produção de logomarca, banner para web e hotsite e  confecção e impressão de cartazes.

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Novo texto no Blog da Mulher- Caso @damzinho: Toddy, sexo ao vivo e Restart

julho 27th, 2010 by mariafro
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Meu novo texto no blog da mulher no Vi o mundo que dá continuidade ao texto anterior Sexismo emburrece e mata. Desta vez o foco é na adolescência.

Toddy, sexo ao vivo e Restart

Por: Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro

toddy sexo e restart

“Print Screen de segunda-feira à tarde, feito durante a exibição, via twitcam, dos adolescentes de Porto Alegre que na madrugada exibiram-se em cenas eróticas na rede.”

Sexta-feira, por volta das 23 h, subi aqui no Blog da Mulher um texto que até o momento 321 pessoas, além de o lerem, compartilharam o link entre os seus seguidores da rede twitter, mais algumas dezenas compartilharam o mesmo link na rede do facebook e outras redes. Entre os mais de 70 comentários e dezenas de mensagens que recebi pelo twitter percebi o quanto homens e mulheres, muitos deles pais e educadores estão interessados em discutir o sexismo.

No domingo de madrugada qualquer usuário do twitter pôde saber muita coisa do adolescente de 16 anos que expôs, via twitcam (a tevê ao vivo do twitter ), a amiga de 14 anos para outros milhares de usuários daquela rede social.

Cerca de 25 mil espectadores (adultos e adolescentes) assistiram, ao vivo e a cores, uma adolescente que posteriormente disse ter 14 anos sentada no colo do amigo,  consentindo ser bolinada. Durante a transmissão na madrugada o vídeo foi gravado, algumas imagens dos momentos mais picantes foram ‘printadas’ (copiadas como arquivo de foto direto da tela do computador) e inundaram a rede quase que simultaneamente à transmissão.

No twitter, o adolescente mantinha o perfil ‘@damzinho’, associado a outros perfis como o formspring (conta de perguntas e respostas, também ligada ao twitter); o Orkut, o Youtube etc.

Continue a leitura no Blog da Mulher: Toddy, sexo ao vivo e Restart

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Nalu Faria: homens que matam mulheres não vão presos

julho 27th, 2010 by mariafro
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Boa entrevista com Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres, reproduzida da Revista Fórum.

No blog da Mulher, no Vi o mundo, tem uma entrevista que fiz com a socióloga Tica Moreno a respeito da Marcha Mundial das Mulheres, aqui.

Para acabar com a impunidade em crimes de gênero, Revista Fórum

De acordo com Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres, o sistema judiciário brasileiro apresenta falhas graves em relação à plena execução da Lei Maria da Penha. Para ela, além dos entraves jurídicos, uma das maiores dificuldades para combater a violência de gênero é lutar contra a sua naturalização.

Por André Rossi

Nalu Faria na sede da Marcha: militância feminista ativa.

Apesar de ter sido sancionada em 2006 pelo presidente da República, a Lei Maria da Penha ainda não consegue assegurar proteção plena às mulheres vítimas de violência. De acordo com a Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), a nossa legislação de proteção ao sexo feminino está entre as três melhores do mundo, mas encontra obstáculos para ser executada. “Temos uma formação social que reforça o machismo, ainda vemos casos de mulheres que procuram as autoridades para denunciar e são tratadas como culpadas, como se elas tivessem ocasionado essas agressões”, argumenta Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres.

Os casos de Eliza Samudio e Mércia Nakashima ganharam destaque por apresentarem elementos de forte potencial midiático. Mas, infelizmente, eles não são exceção na realidade brasileira. “Qualquer um pode procurar pelos homens que foram presos por matarem mulheres, e não vai achar nenhum. Eles podem até terem sido condenados, mas presos não”, sustenta Nalu. Confira a íntegra da entrevista com a ativista abaixo.

Fórum – De acordo com dados da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), as denúncias recebidas pela Central de Atendimento à Mulher aumentaram 49% entre 2008 e 2009. Como você enxerga esse aumento, apesar da promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006?

Nalu Faria – Hoje a Lei Maria da Penha é muito conhecida e a Central de Atendimento à Mulher está mais atuante. Antes (da promulgação da lei) os casos de violência contra as mulheres eram mal notificados, mas agora isso está mudando porque as mulheres têm conhecimento dos seus direitos e se sentem mais encorajadas a denunciar. Sempre que há um grande número de denúncias de violência contra o sexo feminino vem a pergunta: será que aumentou a violência ou aumentaram as denúncias? Então, o aumento das denúncias quer dizer também que as mulheres estão mais informadas e conscientes dos seus direitos, pois sabem que a lei deve defendê-las.

Outro dia vi na televisão, num desses programas policiais, um policial perguntando a um homem, que havia batido em sua esposa, se ele conhecia a Lei Maria da Penha. Isso demonstra que as autoridades conhecem a lei e a estão fazendo cumprir. Mesmo assim, ainda existe um trabalho de debate e reflexão com as autoridades sobre isso, juntamente com a sociedade.

Fórum – O Estado está preparado para aplicar a Lei Maria da Penha e a legislação de amparo à mulher?

Nalu – Completamente preparado, não. O Brasil é muito grande, e isso dificulta a disseminação de informações. Estaríamos preparados se o debate estivesse realmente implantado em todo país. Temos uma formação social que reforça o machismo, ainda vemos casos de mulheres que procuram as autoridades para denunciar e são tratadas como culpadas, como se elas tivessem ocasionado essas agressões. Sei de casos de mulheres irem à delegacia e ouvirem dos policias: “você deve ter feito alguma coisa pra ter apanhado”.

Temos que implantar o debate em todos os níveis da sociedade e do governo. No Poder Judiciário, por exemplo, os erros são visíveis. Muitas mulheres são assassinadas mesmo após pedirem proteção das autoridades. Por não reconhecerem a situação de desigualdade de gênero que existe no Brasil, muitos de nossos juízes questionam até mesmo a constitucionalidade da Lei Maria da Penha.

Fórum – Em relação ao machismo, como se pode trabalhar e mudar a mentalidade de homens que acreditam que a violência contra a mulher é algo normal?

Nalu – No que se refere ao poder do Estado, temos que acabar com a impunidade existente em relação a crimes contra mulheres no Brasil. Infelizmente, ela ainda é muito grande. Qualquer um pode procurar pelos homens que foram presos por matarem mulheres, e não vai achar nenhum. Eles podem até terem sido condenados, mas presos não. Então precisamos de medidas que rompam com a imunidade e criminalizem de vez este tipo de violência.

Outro ponto é trabalhar no âmbito da prevenção. A violência não acontece de uma hora pra outra, ela passa por um processo de agravamento. Quando alguém sabe que a mulher está apanhando muito do marido, a violência não começou com esse espancamento. Ela começa na desqualificação da pessoa, até que um dia chega à agressão física. No caso do goleiro Bruno (do Flamengo), por exemplo, você vai ver que há um histórico de violência contra algumas mulheres que conheceu.

As pesquisas confirmam: a cada 15 segundos uma mulher é assassinada no Brasil. Isso é algo inaceitável. E há uma naturalização tão grande da violência que as pessoas convivem com isso e não sabem como lidar. O debate deve desconstruir essa naturalização e despertar a consciência de que a violência é algo inaceitável.

Fórum – De 2006 pra cá, a partir da aprovação da Lei, quais os maiores avanços no combate à violência contra a mulher que o Brasil presenciou? Em que aspectos ainda precisamos melhorar?

Nalu – Um grande avanço é o aumento no número de denúncias. Com isso temos mais possibilidades de lidar com o problema e saber o que realmente está acontecendo. Outro bom sinal é o incremento das políticas públicas de atenção às mulheres. Isso é sinal de que para combater a violência tem-se que acabar com a desigualdade de gênero.

A autonomia econômica das mulheres é outro ponto importante a ser trabalhado. Independência econômica perante o parceiro não é condição suficiente para que a mulher esteja livre da violência. Dados mostram que muitas mulheres falam que não se separam por conta da situação financeira, vinculada ao parceiro. O importante é que a mulher tenha uma autonomia pessoal e acredite que possa viver por contra própria. Essa questão é muito difícil de ser trabalhada, pois envolve um elemento subjetivo, enraizado em nossa cultura.

Ainda precisamos nos antecipar ao tema da violência. Trabalhar a questão da autonomia pessoal é conscientizar as mulheres de que elas não podem ficar em uma posição submissa ao homem, onde precisam ceder sempre para agradá-lo, como se fosse a condição para uma relação harmoniosa. São essas atitudes de controle que terminam em violência.

Fórum – Em relação à exposição midiática do caso do goleiro Bruno, este fato pode fortalecer a luta em favor da erradicação da violência contra as mulheres?

Nalu – Isso vai depender do debate e da disputa que fizermos em relação a isso. Nesse caso, há elementos jurídicos que possibilitam a retomada de algumas decisões. Por exemplo, a demissão do Bruno, que pode não acontecer mais. Ou até mesmo o advogado dele, cogitando que a Eliza possa estar viva e esteja fazendo isso para se vingar dele. Se conseguirmos que as acusações sejam provadas, vira um caso exemplar positivamente. O Bruno confiava muito na impunidade, ele não tinha medo de ser preso. Temos que ter uma solução firme neste caso.

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Jorge Furtado:”Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara”

julho 26th, 2010 by mariafro
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Em seu blog, o cineasta Jorge Furtado declara seu apoio à Dilma e elenca dez argumentos falsos, distorcidos e inconsistentes repetidos à exaustão por aqueles que se opõem à candidata.

Furtado, por motivos bem semelhantes a mim, esclarece em seu texto que a candidatura Serra representa o que há de mais conservador no país, e comparar o governo desta linhagem de políticos com a administração de Lula é enfadonho. Eu também acho, como ele, sei que o governo Lula foi muito superior.

Dez falsos motivos para não votar na Dilma

por: Jorge Furtado

em 25 de julho de 2010

Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.

Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)

Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.

Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes.

1. “Alternância no poder é bom”.

Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.

Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.

3. “Dilma não é simpática”.

Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.

4. “Dilma não tem experiência”.

Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.

5. “Dilma foi terrorista”.

Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.

6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.

Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.

7. “Serra vai moralizar a política”.

Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista – no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC – foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.

8. “O PT apóia as FARC”.

Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

9. “O PT censura a imprensa”.

Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.

10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.

Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.

x

(1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.

Geração de empregos:
FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões

Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares

Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões

Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos

Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78

Reservas cambiais:
FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.

Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%

Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%

Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%

(2) Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo de 25.07.10:

José Serra começou sua campanha dizendo: “Não aceito o raciocínio do nós contra eles”, e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro. O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos.

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Sexismo emburrece e mata no blog da mulher

julho 26th, 2010 by mariafro
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Tem novo texto no blog da mulher lá no Viomundo.

É um texto longo sobre sexismo, discutindo vários episódios que estiveram na mídia nas últimas semanas, como o caso Eliza Samúdio, o estupro de uma adolescente em Santa Catarina por três adolescentes, um deles da família da RBS e outro filho de delegado, e a charge do Nani que retratou Dilma como prostituta.

Falo sobre a educação familiar e escolar que reproduz o sexismo (a escolar, também o racismo),  das dificuldades de até mesmo dos companheiros da Esquerda superarem sua visão sexista do mundo.

Convido os adultos a  repensarem seu papel nos moldes propostos por Hannah Arendt, ou seja, que assumamos nosso compromisso como adultos, como responsáveis pela formação das gerações futuras.

Se ainda não leu, vá lá: Sexismo emburrece e mata

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Concurso de ogrices na grande mídia: inscrições abertas

julho 25th, 2010 by mariafro
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Deve ter um concurso interno na grande mídia entre Veja, Folha e O Globo para ver quem diz mais bobagens, quem vence Demóstenes Torres em relação a manipulação da história da escravidão no Brasil e das lutas negras em nosso país.
Segue mais um exemplo, retirado do Tijolaço que faz a crítica a mais um porco-jornalismo que distorce a história em benefício da manutenção do status quo da minoria branca e privilegiada.

O racismo de O Globo, do Tijolaço

domingo, 25 julho, 2010 às 15:36

Pode-se discutir uma política de cotas no ensino. Pode-se discutir se essa é a maneira mais eficiente de buscar equilíbrio de oportunidades num país que tem na divisão social a marca da herança escravagista. Agora, é repugnante que um jornal como O Globo, em seu editorial de hoje,  negar até que tenha havido racismo no Brasil, sob o argumento de que na nossa sociedade miscigenada até negros foram donos de escravos e chamar os movimentos de afirmação da cultura negra de “falanges racialistas”, francamente, é assumir o padrão “Da Costa” de debate político.

É uma mistificação dizer que até os EUA estão “relativizando” a pol´tica de ações afirmativas para os negros e que, por isso, o Brasil estaria na contramão da história. Ora, eles podem estar até atenuando certas políticas, porque tiveram mais de três décadas de ações afirmativas para os negros que, embora ainda estejam na parcela mais humilde da população americana, ao lado dos latinos, já conseguiram, até, ter um deles como presidente da República.

Ontem mesmo o jornal publicou uma matéria mostrando que, entre os pobres, a chance de uma criança não superar o baixo grau de instrução de seus pais  é de cerca de 60%. Então, é legítimo dizer que, sem políticas de estado que os insira na competição, a identidade entre ser negro, ser pobre e ter baixo nível educacional persista no Brasil.

Como disse, é perfeitamente saudável discutir qual a forma que devem assumir as ações afirmativas em nosso país e, com todos os defeitos que se possa apontar, a política de cotas foi a única coisa que já se fez neste sentido. Se é preciso modificá-la, que haja o debate. Mas, francamente, o que se quer em lugar dela é o nada, a eternização das diferenças de oportunidade.

A elite brasileira faz assim. Diz que não pode haver tratamento discriminatório de espécie alguma. Mas só quando é para proteger os mais pobres. Quando a discriminação – real, objetiva, concreta – se dá pelo poder econômico isso é democracia, é a “lei do mercado”.

Ou então que o “tratamento diferenciado” aos nossos irmãos negros continue a ser dado apenas no setor onde já é tradicional: nas batidas policiais.

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Grupos de Extermínio em São Paulo: Impunidade

julho 23rd, 2010 by mariafro
Respond

Quem vê o Brasil de fora acha que o Rio de Janeiro é o estado mais violento do mundo.  O Rio tem uma polícia que mata, Salvador, Recife e outras capitais estão na lista de cidades violentas e cuja polícia é igualmente violenta.  Mas e São Paulo?

Vejo a campanha do candidato José Serra reforçar o discurso no tom da Segurança Pública. O ex-governador de São Paulo promete até a criação de um Ministério da Segurança Pública.

O Estado de São Paulo é governado há 16 anos consecutivos pelos tucanos e ,em 2006, vivemos dias de horrores, reféns dos ataques do PCC e, logo depois uma nova temporada de horror com a repressão policial que matou quem tinha culpa no cartório e quem não tinha.

Para refletirmos sobre a distância do discurso e da prática, destaco a primeira reportagem sobre a situação da Segurança Pública na Baixada Santista, região do litoral do estado de São Paulo.
Grupos de extermínio matam com a certeza da impunidade
As investigações indicam a participação de policiais militares em chacina na Baixada Santista Até agora, foram presos 23 PMs suspeitos de envolvimento nas mortes do litoral.
Por: Tatiana Merlino, da Caros Amigos

Quem vai comprar cigarro com o Chimiro sou eu, diz Marcos Paulo. – Nem vem… Eu que vou, retruca o rapaz. Depois de muita discussão, Marcos Paulo pega o capacete e monta na garupa da moto do amigo de infância: “Eu é que vou”, diz, decidido. O trajeto do Bar Paradinhas, no bairro de Catiapoã, em São Vicente, até o local onde os rapazes querem comprar cigarro, não é longo. Àquela hora da madrugada, véspera de feriado de Tiradentes, seria ainda mais rápido. Logo estariam de volta ao bar, onde outros amigos da turma o esperavam.
Erich, de 21 anos, conhecido como Chimiro pelos amigos, dirige a moto, e Marcos Paulo, de 18, vem à garupa. A moto vira na rua Pérsio de Queiroz Filho e, antes de chegar no meio da primeira quadra, duas motos vêm em direção aos rapazes. Cada uma delas com dois homens. Na esquina, um carro preto, modelo Siena, bloqueia a passagem. Ao serem abordados por um dos homens da moto, os jovens tiram os capacetes e mostram as identidades. Marcos Paulo é o primeiro a ser atingido. Ele tenta se defender. Levanta e cruza os braços para se proteger das balas. Em vão. Ele é atingido por mais de dez disparos no peito, orelha esquerda, cabeça, ombro, costas, braços e pernas. Na sequência, Erich leva três tiros: mão direita, tórax e pescoço.
Horas antes, Marcos Paulo saía de casa de bicicleta para encontrar os amigos num bar. Às 23h, falou com a mãe, Flávia, ao telefone. “Não saia hoje, não, meu filho”. “Ah, mãe, hoje é véspera de  feriado”, respondeu o rapaz. Do bar, Marcos Paulo foi a uma festa com amigos e, depois, todos foram ao Paradinhas. Flávia fazia plantão na enfermagem de um hospital de Santos quando recebeu, pouco depois das 4 horas da manhã, um telefonema: “O Marcos Paulo levou um tiro”, ouviu da irmã. A enfermeira seguiu até o Centro de Referência em Emergência e Internação (Crei) de São Vicente, para onde o rapaz teria sido levado. “Ninguém deu entrada aqui com esse nome”, ouviu, chegando ao hospital.
– Como ninguém foi buscá-lo? Ele foi baleado!
– Acho que não tinha transporte, senhora.
A mãe de Marcos Paulo seguiu para o local do crime. Lá, encontrou o corpo do filho no chão, coberto por um lençol. – Pode mexer nele, mãe –, Flávia ouviu de um policial militar – Como? Eu não posso mexer. Quando é assassinato, ninguém pode chegar perto, e vocês ainda não fizeram perícia. Marcos Paulo Soares Canuto e Erich Santos da Silva estão entre as 22 pessoas que foram mortas na Baixada Santista (SP), no período entre 18 e 26 de abril, após o assassinato do soldado da Força Tática Paulo Rafael Ferreira Pires, em Vicente de Carvalho, no Guarujá, no dia 18.
Os principais suspeitos dos assassinatos são policiais militares que integrariam um grupo de extermínio. O modus operandi das ações são semelhantes às ocorridas em maio de 2006. “A relação entre a série de crimes de 2006 e os de 2010 é que ambos foram cometidos na sequência de mortes de policiais por grupos de extermínio com indícios de serem formados por policiais, com pessoas encapuzadas ocupando uma moto, acompanhadas de um carro, usando mini metralhadora e com recolhimento dos projéteis logo depois, desconfigurando a cena do crime”, acredita o defensor público do Estado Antonio Mafezzoli.
Até o fechamento da edição, 23 policiais da Baixada Santista haviam sido presos administrativamente. Eles são suspeitos de fazer parte do grupo de extermínio conhecido como “Ninjas” que matou 22 pessoas no litoral paulista. Caso haja evidências da participação desses policiais nas mortes, a Corregedoria pode pedir a prisão temporária dos acusados. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
Projéteis recolhidos
A reportagem da Caros Amigos teve acesso aos Boletins de Ocorrência (BOs) de cinco vítimas de São Vicente (quatro óbitos e um sobrevivente) e oito de Vicente de Carvalho, no Guarujá – seis mortes e duas tentativas. Na maioria deles, constava a informação de que “não foram arrecadados cartuchos ou projéteis [para perícia]” e, também, que as vítimas foram abordadas por indivíduos encapuzados. Embora os representantes das Polícias Civil e Militar tenham considerado a possibilidade da participação de policiais nos assassinatos de abril, os crimes ainda não foram esclarecidos.

Tatiana Merlino é jornalista
tatianamerlino@carosamigos.com.br

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Está no ar o site colaborativo da população de rua: Fala, Rua!

julho 23rd, 2010 by mariafro
Respond

Recebo a excelente notícia de que o Movimento Nacional da População de Rua agora tem um portal na rede! Compartilho-a.

A população que vive nas ruas agora tem o seu próprio canal de comunicação. É o FalaRua. Muitos de vocês já devem conhecê-lo, mas nunca é demais enfatizar as ferramentas deste novo Portal.

Ele traz informações sobre o MNPR, notícias, artigos, agenda, vídeos e publicações que tratam do processo de organização da população de rua, as iniciativas de políticas públicas, informações sobre violações de Direitos, cultura da rua, entre tantos assuntos.

No Portal você poderá encontrar também informações detalhadas sobre o andamento do Projeto de Capacitação e Fortalecimento da população em situação de rua. Confira aqui.

Para além de ser um espaço de convergência de conteúdo, o Portal foi pensado como uma ferramenta capaz de contribuir com o fortalecimento do movimento nacionalmente, facilitando a integração e articulação do MNPR.

Para isso foi criada a Comunidade FalaRua. Para participar basta entrar no menu Comunidade e fazer seu cadastro. Automaticamente serão gerados seu login e senha para participar. Toda pessoa em situação de rua, que possui trajetória de rua, gestores públicos ou pessoas interessadas na questão podem participar.

Depois de cadastrado, você pode criar sua própria página na comunidade, personalizá-la com suas informações, fotos etc. Além de participar do chat com outros membros da Comunidade e de fóruns de debate. Aliás, se quiser sugerir algum tema para o fórum é só mandar sua sugestão para contato@falarua. org.

E claro, o Portal funcionará com a coloboração de todos. Mande para populacaorua@ yahoo.com. br textos, vídeos, publicações e também sugestões.

Chegou a hora de a população em situação de rua ter voz. Vamos nos apropriar do Portal.

Fala, Rua!!!

Equipe do Portal

Anderson Lopes Miranda – Coordenador Nacional.
Movimento Nacional da População de Rua

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Trabalho análogo à escravidão: 80 Empresas fora da lei

julho 22nd, 2010 by mariafro
Respond

Atenção para a lista de empresas que não respeitam as exigências para a erradicação do trabalho análogo à escravidão no Brasil. Elas podem não se utilizar de mão de obra escrava, mas podem realizar negócios com aquelas que se utilizam.

Por que elas foram excluídas? Elas não responderam, desde dezembro de 2009, a Plataforma Digital de Apoio e Monitoramento, parte essencial do processo de verificação. Elas foram alertadas mais de uma vez sobre a importância do cumprimento desta etapa.

Erradicar o trabalho escravo no Brasil deve ser compromisso de todos.

Empresas são excluídas do Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo

Comitê divulga lista de empresas excluídas por não terem cumprido com suas obrigações no processo de monitoramento do acordo

20/07/2010

Repórter Brasil

O Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo divulgou uma lista de empresas excluídas de sua relação de signatárias. O motivo da exclusão foi o não cumprimento de obrigações no processo de monitoramento do acordo. As empresas abaixo relacionadas não responderam a Plataforma Digital de Apoio e Monitoramento, parte essencial do processo de verificação, desde dezembro de 2009, tendo sido alertadas mais de uma vez sobre a importância do cumprimento desta etapa.

Confira abaixo a nota divulgada pelo Comitê de Coordenação e Monitoramento:

O Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo tem como missão envolver e dar subsídios para que o setor empresarial e a sociedade civil atuem no combate a esse crime contra os direitos humanos. Hoje, ele congrega mais empresas e associações, cujo faturamento equivale a mais de 20% do Produto Interno Bruto Nacional, que se comprometem a não fazer negócios com quem se utiliza dessa prática. A decisão foi tomada após deliberação do Comitê de Coordenação e Monitoramento do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que tem o objetivo de zelar pelo cumprimento desse acordo.

As empresas abaixo relacionadas não responderam a Plataforma Digital de Apoio e Monitoramento, parte essencial do processo de verificação. As instruções de como completar o questionário e os códigos de acesso ao sistema foram encaminhados a todos os signatários do Pacto Nacional em dezembro de 2009 por correio e e-mail. Em 15 de janeiro de 2010, o Comitê de Coordenação e Monitoramento enviou um novo alerta.

No dia 29 de janeiro, mais um aviso foi feito pelo site do Pacto. No dia 08 de fevereiro, foi disponibilizada no site do Pacto Nacional uma “lista de atenção”, com a relação dos inadimplentes bem como uma solicitação para que entrassem em contato com o Comitê o mais breve possível. Em 08 de março de 2010, o Comitê de Coordenação e Monitoramento do Pacto Nacional suspendeu essas empresas e as comunicou por escrito que, a partir daquela data, teriam 90 dias para regularizar a situação, caso contrário seriam retiradas do acordo em definitivo. Mas, infelizmente, durante esse período, essas empresas continuaram ignorando os apelos para participar do monitoramento. Todo o processo obedeceu ao que está previsto no Código de Conduta do Pacto Nacional.

O cumprimento das obrigações do monitoramento é fundamental para a continuidade do compromisso pelo combate à escravidão. Sem transparência e sem prestar contas à sociedade, é impossível construir processos de responsabilidade social sustentáveis e que tenham credibilidade pública. Por isso, as empresas estão sendo excluídas do acordo em definitivo.

Atenciosamente,

COMITÊ DE COORDENAÇÃO E MONITORAMENTO DO PACTO NACIONAL

PELA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO

Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social

Instituto Observatório Social

ONG Repórter Brasil

Organização Internacional do Trabalho

Lista de empresas excluídas:

ABCRED – Associação Brasileira dos Dirigentes de Entidades Gestoras e Operadoras de Microcrédito, Crédito Popular Solidário e Entidades Similares

ABOI – Consultoria

Advocacia Grassi

Agência Sherlock Holmes Investigações

Aisha Consultoria

Ampla Energia e Serviços S/A

Apex Brasil

ARAM Cursos e Planejamento

Arantes Alimentos Ltda

Arizona – Gráfica

Arno S/A

Assessoria Educacional Recanto do Saber

Associação Brasileira de Preservadores de Madeira

Associação Pestalozziana do Conhecimento

Benagri Agrícola Ltda.

Benalcool Açúcar e Álcool S/A

BT Consultoria

BTE – Brasil Transportes Executivos

Canaã Alimentos Ltda

CHESF – Cia. Hidroelétrica do São Francisco

Civitas – Consultoria

Coelce – Companhia de Energia Elétrica do Ceará

Comgás

Conexão Social Organização e Gestão Empresarial

Consulte – Consultoria e Assessoria em Relações Governamentais Ltda

Cormeq Agropecuária e Comércio Ltda

Dindinhos Turismo

E2 Educação e Eventos

Ecos Bio – Engenharia e Estudos Ambientais

Editora Montag Ltda

Editora Panorama Ltda – ME

Fazenda São Luiz

Federação das Indústrias do Paraná

Federação das Indústrias do Rio de Janeiro

Folha do Taquaral

Freeway Brasil

Frical Frigorífico Ltda

Frigorífico Frimat

Frigorífico Silva Indústria e Comércio

Frigorífico Vale do Guaporé S.A.

Frigorífico Vangélio Mondelli Ltda.

Gabarito de Marketing Editorial

Iandê – Inovação e Desenvolvimento Sustentável

IBGS – Instituto Brasileiro de Gestão Sustentável

Imobiliária Estrella

IMPA – C&T

Interativa Informática Ltda

Intercade – Centro Internacional

Instituto Neo Pesquisa e Desenvolvimento

JA Narciso Brindes ME

José Ruy

Juína Frigorífico Ltda

Midiavix Comunicação Ltda

Mundo Azul

Nassan Engenharia Ltda

News Empreendimentos e Construções Ltda

Newswire Comunicação Ltda.

Nova Carne Ind. de Alimentos

Nutrimental

PATRI – Relações Governamentais e Políticas Públicas

PPP Associados Ltda

Projel Engenharia Especializada Ltda

Rodopa Exportação de Alimentos e Logística Ltda

Rodovias das Colinas

Roseservice

SIMPI – Sindicato das Micro e Pequena Indústrias

Sistema Nova Mensagem de Comunicação

SSB – Selos de Segurança do Brasil Ltda

Statoil do Brasil Ltda

Susa Ind. Ltda

Synergia Consultoria Urbana e Social

Ticket Serviços S/A

Translogistics Consultoria

Tribal

Unimed Litoral

Unisuam

Vandilson Joaquim de Souza – Comércio de Material Esportivo

Wessel Culinária e Carnes Ltda.

Winsdata Sistemas de Inf. e Automação

WTG – Promotora de Vendas Ltda

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Joelma do Couto dá voz à cooperativa dos catadores

julho 22nd, 2010 by mariafro
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Recebo a bela mensagem de  Joelma do Couto, encaminhada após ela ter assistir o trecho da entrevista onde Lula fala sobre as Cooperativas dos Catadores. Destaco dois vídeos a que ela faz menção em sua mensagem.

Há outras matérias, mas os vídeos nos dão a dimensão de como parte da elite brasileira pode ser escandalosamente excludente e hipócrita. Anda em sua manada 4X4, quer expulsar das áreas nobres onde vive os trabalhadores que fazem reciclagem de lixo, mesmo que esses estejam reciclando o  lixo que esta elite consumista descarta. Depois, esta elite se diz ‘verde’, ‘preocupada com o meio ambiente’.

Mas o vídeo também mostra que esta associação de catadores é feita de sujeitos históricos que aprenderam que têm direitos de sobreviver, trabalhar e de lutar para garantir sua existência. Toda a força a esses bravos, decentes lutadores e cujo trabalho deveria receber mais investimento e não a intolerância de uma prefeitura omissa e de uma vizinhança excludente.

Cara Frô, saudações.
Desde que incendiaram a cooperativa de catadores do meu bairro, estou na luta para reabri-la.

Reabrimos, mas, estamos na luta para sobreviver. Tento dar nova alma à cooperativa. Só reabrimos com o apoio do presidente Lula, permanecer trabalhando é cada dia mais di­fícil. A Prefeitura de São Paulo não nos tolera.

Se você se interessar no site da Revista Fórum, na Caros Amigos de dezembro de 2009, Passa-palavra e no Outro Olhar da tvBrasil você encontrará mais conteúdo.  É só buscar por Joema do Couto, cooperativa de catadores Granja Julieta.

Já temos um grupo bom de pessoas para conversar com os catadores, Goret da ACAT, Dona Josefina,  Tatiana Merlino,estamos somando forças para fazer algo que  vai além da simples seleção do lixo, estamos reciclando vidas.

Se puderes se juntar a nós,seria muito bem vinda.

Muito obrigada.

Joelma.

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